Osmar Dias (PDT), que anunciava que seria candidato ao governo, deu sinais de vacilo, principalmente nos últimos dez dias.
Mas o PT não perdeu a esperança de tê-lo como candidato. Ao mesmo tempo, o PSDB fez uma proposta concreta: que o pedetista desista de concorrer ao governo e se candidate à reeleição.
Nesta semana o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o pré-candidato tucano à sucessão presidencial, José Serra (PSDB), vão tentar atrair o senador.
Lula marcou uma conversa com Osmar em Brasília, talvez com a participação também da alta cúpula do PMDB. Para ser candidato ao governo, Osmar exige que o PT indique Gleisi Hoffmann como candidata a vice, e que Lula se empenhe em atrair ainda o PMDB. Os petistas até então não abrem mão da candidatura de Gleisi ao Senado.
Já Serra convidou Osmar para um encontro em São Paulo para conversar sobre o assunto. A ideia dos tucanos é enfraquecer “o palanque de Dilma” no Paraná.
Lula e Serra correm contra o tempo na briga por atrair Osmar Dias, que segundo pesquisa Vox Populi divulgada na semana passada, tem 33% das intenções de voto para o governo, contra 40% de Beto Richa (PMDB) e 10% de Orlando Pessuti (PMDB).
O prazo final para as convenções partidárias que vão oficializar candidaturas e alianças é 30 de junho, uma quarta-feira.
Mas dificilmente essas decisões devem se estender por muito tempo, já que é preciso definir antes as candidaturas majoritárias para atrair aliados de outros partidos e montar as coligações de candidatos a deputado federal e estadual, as chamadas coligações proporcionais — sempre um problema que se arrasta até o dia da convenção.
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