A cada dois minutos, em média, um caso de violência contra a mulher é registrado no Paraná. Assim ocorreu nos cinco primeiros meses de 2025, período no qual houve 101.743 ocorrências desse tipo, segundo registros das forças de segurança de todo o estado — o equivalente a 674 por dia.

 

Só de feminicídios (homicídio de mulheres cometido em razão do gênero), foram 40 ocorrências neste ano. E amanhã (22 de julho) a sociedade paranaense vai se levantar contra isso. Na ocasião, mais de 170 cidades do Paraná vão participar da Caminhada do Meio Dia, evento que marca o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio.

 

Trata-se de um ato de conscientização e em memória das vítimas de violência contra a mulher, como parte da campanha Paraná Unido no Combate ao Feminicídio.

 

De acordo com dados oficiais, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública através do Centro de Análise, Planejamento e Estatística (Cape), no ano passado o Paraná bateu recorde de casos de violência contra a mulher e de feminicídios.

 

Quanto aos casos de violência contra a mulher, houve 244.539 registros, 4,5% a mais que as 233.921 ocorrências de 2023. Desde 2018, inclusive, os números vem crescendo consecutivamente: de 182.495 para 191.652; saltando na sequência para 193.152 e, em 2022, para 208.298. Já com relação aos feminicídios, o salto foi ainda mais expressivo: +34,6%.

 

Houve 81 assassinatos registrados de mulheres em razão do gênero em 2023, enquanto no ano passado houve 109 registros. Os números chegaram a cair de 2019 para 2020 (passando de 89 ocorrências num ano para 73 no outro), mas desde então voltaram a crescer gradativamente, com 75 registros em 2021 e 77 em 2022.

 

No Paraná, o 22 de julho marca o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, conforme estabelecido pela lei 19.873/2019, sancionada pelo governador Ratinho Junior. A data remete à morte da advogada Tatiane Spitzner, em Guarapuava. Seu falecimento, inicialmente, acabou registrado como queda de um prédio. Depois, porém, acabou sendo investigado como feminicídio, com seu marido, Luís Felipe Manvailer, sendo condenado a 31 anos e 9 meses de prisão pelo crime, ocorrido em 2018.



FONTE: Bem Paraná | FOTO: Gabriel Rosa/AEN