O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), considerado o terceiro maior do mundo, pretende alcançar este ano entre 200 mil e 250 mil novos doadores voluntários. Segundo dados atualizados em fevereiro de 2017, o Redome atingiu o número de 4.252.269 doadores cadastrados, desde 2003. Somente nos dois primeiros meses deste ano, entraram no Redome 41.902 novos doadores. São Paulo é o estado com mais doadores cadastrados, com 1,1 milhão, e o Paraná vem a seguir na segunda posição, com 460.793 doadores.

Seguindo orientação geral para todos os registros no mundo, o Redome vai procurar também incluir doadores mais jovens no cadastro, na faixa de 18 anos a 30 anos. Além de os resultados dos transplantes com doadores nessa faixa etária serem melhores para os pacientes, mais tempo eles permanecerão cadastrados, com possibilidade de serem identificados.

O coordenador do Redome, Luis Fernando Bouzas, disse que iniciativas para aumentar o número de cadastros no Redome são “sempre bem-vindas”. “É importante a gente chamar a atenção nessas campanhas também para a manutenção dos cadastros. Ou seja, não basta o indivíduo se cadastrar; ele tem que manter seus dados atualizados no registro para que a gente possa localizá-lo”.
Bouzas informou que anualmente cerca de 1,2 mil a 1,4 mil novos pacientes são incluídos no Redome, em busca de doadores. Esse número, porém, não é fixo. “Não existe uma lista de pacientes. Na medida em que são incluídos, são avaliados, muitos são incluídos de forma inadequada, não têm condições”. A lista ativa com a qual o Redome trabalha atinge média de 900 pacientes não aparentados em busca de doador. “É um número expressivo. São pacientes que têm doenças graves e, se não fizerem o transplante, têm poucas chances de sobrevida e de cura”, disse.

O coordenador disse que da mesma maneira que o Redome nacional acessa doadores do mundo inteiro, não aparentados, ele estimados em 28 milhões atualmente, os demais países também podem buscar doadores no registro brasileiro de medula óssea. “A busca é nacional e internacional. Isso pode ser feito em paralelo”. Para se cadastrar, é preciso ter entre 18 e 55 anos, boa saúde, e se dirigir ao hemocentro de sua cidade.

Rápida Busca
A primeira etapa para se buscar um doador é sempre dentro da família, nos irmãos, para ver se há algum que seja compatível. As chances na genética entre irmãos são de 25% de se encontrar doador. Bouzas salientou que as famílias, nos últimos anos, têm diminuído bastante. Por isso, quando não se encontra um doador familiar, a solução é procurar um doador alternativo que pode ser acessado em um registro de doadores, como o Redome, ou em um banco de sangue de cordão umbilical. Outra alternativa mais recente é encontrar na família, entre o pai ou a mãe, a possibilidade de se fazer transplante parcialmente compatível. Os resultados, entretanto, ainda são experimentais. Daí essa não ser uma primeira escolha para transplante.


Fonte: FONTE: bemparana.com.br | FOTO: Soldado Feliphe Aires/PMPR